sábado, 14 de novembro de 2015

Artes Teatrais- grupo Abigail Vilela

     
A HISTÓRIA DO TEATRO NO MUNDO
 “TEATRO” A origem desta palavra vêm do Grego “Theátron”. Posteriormente passou para o Latim como Theatru. Esta palavra, quando passou para o português, a vogal “U” foi simplesmente trocada pela vogal “O”. o teatro surgiu no Egito há aproximadamente três mil anos antes de Cristo. Algumas peças começaram a aparecer na Grécia com Homero no período de oitocentos anos antes de Cristo. Quanto a este passado muito distante, pouco se sabe, a maioria dos autores e de seus livros, até nos dão alguma certeza de que o teatro é tão velho quanto a existência do homem.
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O teatro é, antes de qualquer coisa, uma arte. Mas é uma arte que se associa à história
do homem e à própria história da comunicação humana, vez que se configura uma arte
híbrida, envolvendo literatura e encenação. Diacronicamente, percebemos sua presença desde
a Antiguidade Clássica, no decorrer dos períodos de descobertas e catequeses, com os
missionários jesuítas, até os dias atuais. Como se pode perceber, mesmo com o advento da
tecnologia, o teatro continua causando encantamento e, por isso, concretizando de maneira
única o aprendizado, seja de ordem informativa ou cultural.
Não obstante, observamos que, quando o professor se propõe a fazer uso dessa técnica
em sala de aula, ele esbarra em alguns questionamentos que devem ser respondidos com
antecedência, de modo a evitar que essa atividade se transforme, equivocadamente, em um
instrumento de opressão e de inibição. Uma vez que, segundo afirma NAZARETH (2009):
A arte é libertária e o teatro é, sem dúvida, das Artes, expressão libertária por
excelência. A possibilidade de “re-viver” sentimentos e situações sem barreiras de
tempo e espaço, de presenciar fatos de verdade ocorridos ou apenas existentes no
imaginário do autor, possibilita resgate do indivíduo e da sociedade.
Isso significa que, como primeiro passo para esse tipo de trabalho, o educador deve ter
bem definido em sua concepção quais os princípios fundamentais que regem a prática teatral

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

TEATRO PARA BEBÊS da atriz pesquisadora e professora portuguesa Liliana Rosa. (Direção: Alan de Oliveira) (A introdução do seu bebê na arte com carinho e respeito amparados pela psicopedagogia e técnica da atriz fundadora da 1ª Cia. especializada em Teatro para Bebês criada no Brasil) O TEATRO PARA BEBÊS da pesquisadora de teatro para bebês Liliana Rosa, foi o primeiro teatro para bebês de uma Cia. especializada no gênero criada no Brasil. Com técnicas desenvolvidas na Europa adaptadas pela atriz portuguesa em parceria com o ator e diretor Alan de Oliveira, a modalidade visa trazer entretenimento infantil adequado a esta faixa etária inserindo valores sociais de forma lúdica com o amparo da psicopedagogia. A atriz começa a se apresentar regularmente no Brasil a partir de 2002 e muda-se para o país, fixando-se na cidade do Rio de Janeiro - RJ após se encantar com trabalhos junto a primeira infância brasileira, frutos de uma minuciosa pesquisa, especialmente nas etapas dos 06 meses aos 06 anos. Segundo a fundadora do projeto, o espetáculo TEATRO PARA BEBÊS é um projeto de aprendizagem e partilha entre bebês e pais pela introdução da criança no mundo da arte. "Acreditamos no provérbio chinês: Todas as flores do futuro estão nas sementes de hoje. E por isso procuramos semear arte da forma mais doce e poética possível ao entendimento dos pequeninos". Para a criação da modalidade teatral para bebês foi desenvolvido um estudo focado no imaginário e nas respostas aos estímulos em cada fase na primeira infância. A duração do teatro para bebês é de 30 a 40 minutos. No final do espetáculo os bebês exploram o espaço cênico e os objetos que tanto chamaram a atenção dos pequeninos, completando a dinâmica sensorial do Teatro para Bebês. Milhares de pais e mães visitam este trabalho na cidade do Rio de Janeiro e outras do Brasil e Europa com uma boa visibilidade nesses anos de temporada. Pode-se conferir o trabalho da Cia. em reportagens na revista Veja, na Scientific American Mente & Cérebro, O Globo e a última apresentação em programa de TV foi no programa Mais você de Ana Maria Braga da rede Globo de TV. Atores e críticos de renome também visitam o projeto com seus filhos tais como as atrizes Debora Falabella, Isabela Garcia, Gabriela Duarte, Cissa Guimarães, Bianca Rinaldi, as conceituadas jornalistas Beth Luchese e Cora Ronai e a psicóloga Christina Montenegro que escreve um artigo muito interessante sobre o trabalho da Cia. que pode ser conferido aqui no site. São 3 espetáculos produzidos. "A Florestinha da Pati" é o terceiro espetáculo que seguiu após os sucessos "O Cirquinho de Luísa" e "O Bebê e o Mar" da Cia. Teatro Para Bebês (Pode-se saber mais detalhes de cada peça aqui no site). Foto: Alan de Oliveira / Cia. Teatro para Bebês. Teatro para Bebês público A "musicalidade narrativa" é um fator muito importante no teatro para bebês. Geralmente bebês na platéia de teatro não são comuns de se ver. E quando estão, certamente é sinônimo de choradeira. Mas não é isso que acontece com o teatro feito exclusivamente para os "pequenos". Mas costumamos dizer que trabalhamos com “bebês dos 0 aos 100 anos”, devido à grande aceitação do público nas mais variadas idades. Para o espanto dos pais, os bebês se envolvem de uma forma profunda na vivência. É uma forma precisamente pesquisada para a introdução deste serzinho tão pequeno no mundo da arte sem traumas e com uma visão saudável do que é teatro. A curiosidade e a participação dos menores são estimuladas através da voz e da palavra, do movimento e do gesto, da iluminação baseada na cromoterapia, dos sons e das melodias arrancadas dos objetos de cena, em uma linguagem elaborada dentro de rigorosos estudos psicológicos. A musicalidade e os ritmos presentes no teatro para bebês convidam à participação e transformam os pequenos espectadores em figuras ativas do espetáculo. Foto: Alan de Oliveira / O Bebê e o Mar / Cia. Teatro para Bebês. Teatro para Bebês pimenta umbilical "Maternal” em seu conceito anterior mas não menos importante que o pedagógico, é uma atividade a ser partilhada com a família do bebê. Os menores são atraídos pelo sensorial, os mais crescidos pela história e os pais pela poesia e a observação das reações inesperadas dos bebês. O projeto comemora o sucesso, estando em cartaz de forma ininterrupta e já tendo passado por diversas cidades brasileiras, tais como: Recife, São Paulo, Cuiabá dentre outras. No Rio de Janeiro, o TEATRO PARA BEBÊS LILIANA ROSA teve o reconhecimento de seus trabalhos em 2007 no Teatro Miguel Falabella, no Norte Shopping com "O Cirquinho de Luísa". E desde 2008 (ano em que abriu o FITA – Festival Internacional de Teatro de Angra dos Reis considerado um dos maiores do país) cumpre temporada no Teatro Cândido Mendes, tendo feito apenas pequenas pausas entre as temporadas, retornando ao longo dos anos aclamado por educadores, pedagogos e psicólogos. A Cia. TEATRO PARA BEBÊS adapta os estudos realizados por Liliana na Europa e apresenta características mais inovadoras e mais próximas da realidade da primeira infância brasileira. O nosso teatro para bebês é focado na cultura do Brasil, nas reações e personalidade dos nossos bebês. Mais do que um espetáculo teatral, é um projeto de aprendizagem e partilha entre bebês e pais, um meio de introdução da criança no mundo da arte que colabora para a formação de público para a posteridade, tanto os bebês quanto seus responsáveis que, se antes não eram adeptos da arte teatral, assim se descobrem na vivência. "A idéia do teatro para bebês é ativar a memória embrionária e ir de encontro à primeira infância até as nossas raízes e origens, explicando as etapas da vida por associações, analogias e estimulação dos sentidos". Teatro para Bebês público divertido “De um modo geral, os bebês ficam “hipnotizados” pela história e as mães emocionadas.” Outra questão que dá o que falar é a faixa etária díspar ao qual está destinado este espetáculo: "Cada criança entende a peça da sua maneira, do seu jeito. Este espetáculo joga com as sensações e este espaço etário", esta primeira infância até aos 6 anos, é designada pela Psicologia como o espaço das sensações. Os mais pequenos entendem pelo sensorial, os mais velhos pela historinha que é contada e os pais pelo subtexto e significado." São temporadas marcadas pela grande participação, mais de 20 mil bebês já assistiram. Foi sucesso no Rio de Janeiro, Recife, S. Paulo, Mato-Grosso, dentre várias cidades brasileiras, Europa, no Festival Internacional de Teatro de Angra, Petrópolis, dentre outras. "Até hoje nosso público reagiu muito positivamente e voltou nas diversas fases do seu crescimento, são pequenos que nos assistiram com meses, depois com 01 aninho, mais tarde com 03 aninhos já na companhia do irmãozinho. E depois voltam já bem crescidinhos, com 04 ou 6 aninhos. Para nós é uma grande felicidade! Nos toca profundamente receber uma mãe e sua família que muitas vezes, na mesma temporada, retorna 2, 3 vezes pra vivênciar o mesmo espetáculo, nos abordando com gosto em dizer que está repetindo a experiência. Isso é inominável e de extremo carinho. Os bebês sempre voltam. É uma das particularidades que nos deixa incentivados a buscar o que há de melhor em nós".

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Teatro: muito além da peça de fim de ano Oficinas semanais ajudam a incluir a linguagem teatral na rotina dos pequenos No CMEI Vila Verde II, em Curitiba, toda semana as crianças têm um momento especial dentro da rotina: a oficina de teatro. Ela é conduzida pelos educadores Vaniluci de Souza Ferreira e Leones Chiquitti Júnior, que fazem parte da equipe escolar e são responsáveis pelo projeto nas 11 turmas de 4 e 5 anos, com 25 crianças cada uma. A ideia surgiu com o grupo teatral Caras e Bocas, criado pelos docentes em 2006. "No início, os adultos somente encenavam peças para os pequenos. Com o tempo, conseguiram parcerias e expandiram o projeto, dando início às oficinas", diz a professora Michele Wormsbecker, uma das responsáveis pela iniciativa. A proposta é fazer com que as crianças tenham acesso à linguagem teatral por meio de vivências. "Nosso objetivo não é apenas a representação, mas o processo que leva a ela", diz Vaniluci. As oficinas duram entre 40 minutos e uma hora e acontecem ao longo de todo o ano. Paula Zurawski, graduada em Artes Cênicas e mestre em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), destaca a importância da regularidade das práticas voltadas à linguagem teatral na Educação Infantil. "Da mesma forma que a gente mantém atividades permanentes de artes visuais no cotidiano, as cênicas também devem ter constância. Caso contrário, o teatro se torna algo ocasional, pontual e limitado, não fazendo com que as crianças se apropriem de conhecimentos específicos da criação dentro dessa arte", defende. As oficinas se dividem em dois momentos: nos primeiros meses do ano, são trabalhados sentimentos, sensações e expressões corporais e faciais. Depois, as turmas entram em contato com elementos do teatro, como figurino, iluminação, maquiagem e cenário. Para escolher as atividades, o grupo se baseia nas Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil da Prefeitura Municipal de Curitiba e fica atento aos desejos e às necessidades dos pequenos.Uma das atividades realizadas na primeira etapa do trabalho é a de expressão facial. Sentados em roda, todos conversam sobre o rosto humano e sobre como ele revela sentimentos. Os educadores perguntam o que faz eles se sentirem felizes, tristes, bravos etc. Depois da discussão, pedem que a turma escolha uma canção infantil, dentro do repertório que conhece, e explicam: "Vamos cantar essa música expressando sentimentos e fazendo cara de alegre, triste, choro, desconfiado, bravo e assustado". Na oficina seguinte, o desafio é representar um animal usando apenas gestos e expressões, sem falar. A turma é colocada em roda, uma criança vai para o centro e faz a mímica. Os colegas tentam adivinhar sobre o que é, sem a participação de Leones e Vaniluci. Depois de alguém acertar, os dois questionam as crianças sobre o que poderia ser feito para complementar a performance e elas são convidadas a reinterpretar à sua maneira. "Um menino imitou um tiranossauro rex, mas ninguém conseguiu adivinhar. Um colega, então, disse: ‘Mas tiranossauro rex não é assim’. Depois, fez o bicho à sua maneira", conta ela.

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Função Pedagógica do Teatro e Teatro como uma Atividade Artística A palavra "teatro" deriva dos verbos gregos "ver, enxergar", lugar de ver, ver o mundo, se ver no mundo, se perceber, perceber o outro e a sua relação com o outro. Dessa forma, de acordo com a visão pedagógica, o teatro tem a função de mostrar o comportamento social e moral, através do aprendizado de valores e no bom relacionamento com as pessoas. Os textos do teatro infantil eram adaptações de obras européias carregadas do moralismo vigente na época. Portanto, o teatro infantil teve a sua origem na moral cristã, no didatismo e na moral européia, e este quadro só começa a mudar durante a década de 70, passando o teatro-infantil a ser um gênero específico. O contato da criança com o teatro se dá basicamente pela escola ou pela igreja. É claro que em ambas as instituições o espetáculo é marcado mais pelo viés pedagógico do que pelo estético propriamente dito. Trabalhar com o teatro na sala de aula, não apenas fazer os alunos assistirem as peças, mas representá-las, inclui uma série de vantagens obtidas: o aluno aprende a improvisar, desenvolve a oralidade, a expressão corporal, a impostação de voz, aprende a se entrosar com as pessoas, desenvolve o vocabulário, trabalha o lado emocional, desenvolve as habilidades para as artes plásticas (pintura corporal, confecção de figurino e montagem de cenário), oportuniza a pesquisa, desenvolve a redação, trabalha a cidadania, religiosidade, ética, sentimentos, interdisciplinaridade, incentiva a leitura, propicia o contato com obras clássicas, fábulas, reportagens; ajuda os alunos a se desinibirem-se e adquirirem autoconfiança, desenvolve habilidades adormecidas, estimula a imaginação e a organização do pensamento. Enfim, são incontáveis as vantagens em se trabalhar o teatro em sala de aula. Na realização de cenas dramáticas destaca-se o exercício de fazer de conta, fingir, imaginar ser outro, criar situações imaginárias, etc. São atitudes essencialmente dramáticas criadas pelo homem para desenvolver habilidades, capacidades e provir sua existência. Atuamos todos os dias, em casa, na escola, no trabalho, assumimos papéis sociais constantemente em nossas vidas, como o de pai, mãe, filho, aluno, professor, de acordo com o ambiente assumimos personagens sociais reais. A atuação é o meio pelo qual nos relacionamos com o outro. O processo dramático é considerado um dos mais vitais para os seres humanos.

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ARTES CÊNICAS As artes cénicas (português europeu) ou cênicas (português brasileiro), chamadas ainda de artes perfomativas;são todas as formas de arte que se desenvolvem num palco ou local de representação para um Espectador público. Muitas vezes estas apresentações das artes cênicas podem ocorrer em praças e ruas. Assim podemos dizer também que este palco pode ser improvisado. Ou seja, o palco é qualquer local onde ocorre uma apresentação cênica. Podemos destacar as seguintes classes: Teatro Ópera Dança Circo Comédia (assim como happening, são formas de expressão artísticas que podem ser também consideradas cênicas).

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Arte na Educação: JOGOS TEATRAIS Santos e Faria (2010, p. 4) auxiliam neste aspecto informando que: O jogo teatral pode colaborar na formação de pessoas críticas e abertas ao diálogo, pois o jogo propõe um problema a ser resolvido, cuja solução deve ser encontrada em grupo e não solitariamente. Isso permite e suscita o envolvimento do grupo, a criatividade, o improviso e a intuição que são vitais para a aprendizagem. Spolin (2007, apud SANTOS e FARIA, 2010, p. 5-6) pontua vários tipos de jogos que podem contribuir para a aprendizagem, pois ajudam a desenvolver habilidades de forma mais descontraída, permitindo a interação de todos. Vejamos alguns tipos de jogos que podem ser utilizados facilmente no ambiente escolar, conforme descritos a seguir: Jogos de aquecimento: o aquecimento é necessário antes das oficinas, como também são úteis ao final de oficinas de baixa energia para revigorar os jogadores. Os jogos de aquecimento focam a interação do grupo. Jogos de movimentos: esses jogos permitem a exploração do ambiente, a liberação de gestos e de energia. Com isso a liberação do pensamento e das ideias ocorre pela necessidade de criar movimentos e gestos. “As caminhadas no espaço estendem esta exploração, dando aos alunos a chance de se movimentar e explorar o espaço familiar da sala de aula, proporcionando um novo imediatismo ao espaço.” Spolin (2007, apud SANTOS e FARIA, 2010, p. 5). Jogos de transformação: esses jogos tornam o invisível visível. Os jogadores devem criar os objetos, coisas ou personagens e jogar com eles, de maneira criativa e de improviso, porém com bastantes detalhes para que a plateia identifique em seus gestos ou ações do que se trata aquele jogo. Com isso, tanto os jogadores como a plateia experimentam o despertar do intuitivo “Quando o invisível se torna visível, temos a magia teatral!” Spolin (2007, apud SANTOS e FARIA, 2010, p. 5). Jogos sensoriais: sugerem uma nova consciência sensorial e a concentração a fim de compreender claramente o que ouve, pois pode ser pedido a um jogador, que o demonstre através de ações, gestos, desenhos, textos o que ouviu, sem que tenha tempo para pensar nele. Jogos com parte de um todo: quando o jogador entende que é uma parte de um todo, torna-se responsável pela resolução daquele problema, apoiando o outro e partilhando suas respostas. “Um jogador com corpo, mente e intuição em uníssono, com alto nível de energia pessoal, conecta-se com os parceiros no esforço de quebrar limitações.” Spolin (2007, apud SANTOS e FARIA, 2010, p. 6). Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/42592/arte-na-educacao-jogos-teatrais#ixzz3rPaYRKAq

Arte teatral. Grupo Abigail Vilela

A importância das artes na Educação Infantil Magia, descobertas, aventuras… Este artigo, que enfocará a importância das artes na Educação Infantil, espera contribuir para a aprendizagem e os experimentos e, principal, colaborar com o desenvolvimento físico, social-cognitivo, afetivo e cultural de nossas crianças. A arte tem sido, tradicionalmente, uma parte importante nos programas da chamada primeira infância. O pedagogo alemão Friedrich Fröebel, considerado o “pai” do jardim de infância, foi o primeiro educador a enfatizar a importância do brinquedo e da atividade lúdica. Ele também disseminou o conceito de que as crianças deveriam criar as próprias expressões artísticas e apreciar a arte criada por outros. No nosso país, temos a real convicção que a Educação Infantil necessita de mais profissionais que entendam a arte em suas diversas modalidades e variações como o início da escolarização da criança de maneira lúdica, criativa e envolvente, mas, sobretudo, intencional. Quando trabalhada e estimulada desde a mais tenra idade, as crianças são capazes de na vida adulta tornar-se portadoras dos verdadeiros valores essenciais à vida. Assim, a arte tem a graça de possibilitar o desenvolvimento de atitudes como o senso crítico, a sensibilidade e a criatividade; além, é claro, de proporcionar à criança uma leitura do mundo e de si própria. A arte e seus elementos estão presentes no dia-a-dia desses “pequenos” como, por exemplo, nas cores e figuras de uma parede, em um quadro, nas ruas, em casa, nos brinquedos, etc. As artes têm o poder de conduzir essas crianças a conhecerem suas limitações, dificuldades e possibilidades de desenvolver, explorar e conhecer suas reais potencialidades. Cremos firmemente que a educação escolar deve dispor de meios organizados para, respeitando as características de todas as etapas do desenvolvimento infantil, chegar até a criança. Nós, professoras de Educação Infantil, devemos sempre utilizar muito as linguagens da arte no cotidiano da sala de aula e produzir trabalhos utilizando o desenho, a pintura, a modelagem, a colagem, a construção, entre outras, e desenvolver o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação. Destacamos, para o bom entendimento de todos os leitores, que o trabalho com artes requer uma grande e vigilante atenção no que se refere ao respeito das peculiaridades próprias a cada faixa etária e seu nível de desenvolvimento. Ou seja, significa que o pensamento, a imaginação, a percepção, a intuição a sensibilidade e a cognição da criança devem ser trabalhados de forma integrada e visando favorecer o desenvolvimento das suas capacidades criativas. Para exemplificarmos o que acabamos de escrever, citaremos e explicaremos apenas duas formas de arte – das inúmeras que existem – que imaginamos ser muito importantes para crianças de 0 a 4 anos de idade: colagem e pintura. Para fazer colagem, primeiro é preciso trabalhar em duas fases: a coleta, na qual se escolhe o material a ser colado; e, segundo, a composição, na qual se escolhe o lugar apropriado para colar os papeis ou objetos, procurando sempre compor harmonicamente as formas entre si. Os trabalhos iniciais de pintura devem desenvolver a sensibilização da criança com a tinta e, para isso, podemos dispensar em alguns casos os pinceis e outros instrumentos e usar algumas partes do corpo como, por exemplo, as mãos ou os pés. Claro que a criação é e será sempre exclusividade única das crianças, mas cabe ao professor “alimentar” esse percurso de forma intencional, oferecendo propostas e experiências variadas e traçando uma rota de construção individual que envolva escolhas, experiências, aprendizagens e relação com os materiais trabalhados. O desenvolvimento artístico de uma criança jamais pode ser comparado com o de outra; cada uma tem seu tempo, e não cabe a nós, professoras, interferir nessa particular evolução. Em função de a criança ser constantemente movida por meio de estímulos, devemos oferecer-lhe ferramentas encorajadoras desse processo, mas sem interferência na sua expressão artística. Dessa forma, se envolvermos a criança num contexto social e conseguirmos organizar as ideias para que esta invente, crie e construa, acreditamos que a linguagem da arte se fará presente na Educação Infantil, ajudando a criança fazer por si só as várias leituras de mundo. Salientamos que o objetivo da arte na Educação Infantil não é, de modo algum, a formação de futuros artistas; mas, sim, o enriquecimento da criança e seu nível cultural, que a levará a um desenvolvimento no seu todo humano. Temos em nossa mente que a ausência de uma educação com horizontes artísticos deixa de lado o que proporciona prazer e alegria às crianças; todas as artes ajudam a construir o conhecimento e o saber deste indivíduo em permanente crescimento. A arte, em todas as suas nuances, é um importante instrumento do desenvolvimento integral das crianças, que, ressaltamos, atingirá também o seu nível cultural e servirá de alicerce para uma vida estudantil plena e realizada. Nós, educadores, temos sempre que utilizar os recursos disponíveis – e imaginar outros – para que a arte na escola não fique reduzida às atividades de coordenação motora, decorativa e/ou um mero passatempo. Finalizando este artigo, gostaríamos de ressaltar que as artes fazem parte do cotidiano das crianças, e, quando bem empregadas, auxiliam no seu processo de ensino-aprendizagem. Apoio a práticas pedagógicas e agregar valores à educação são outros pontos que destacamos nesta caminhada educacional para que os nossos “pequenos” se reconheçam como construtores e participantes dos seus próprios saberes e suas próprias aprendizagens tão importantes na formação de cada ser humano.