sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Arte teatral. Grupo Abigail Vilela

Pedagogia Lúdica: Teatro e Artes Cênicas Artigo por Colunista Portal - Educação - segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 Tamanho do texto:  As artes  desenvolvem a criatividade das crianças Dentro de cada criança existe um homem de olhos abertos para o mistério de crescer da noite para o dia e do dia para a noite. Dentro de cada homem existe uma criança recolhida numa sombra de crepúsculo que teima em evocar... "eu era..." Ilo Krugli O teatro é uma arte que propicia a sensibilização, desinibição, desenvolvimento da capacidade criativa, da comunicação e expressão, a diminuição da ansiedade, flexibilidade, espontaneidade, a capacidade de raciocínio lógico, o contato com a cultura e a história. O teatro como atividade lúdica na educação infantil é uma das atividades de expressão em que o jogo simbólico o faz de conta, são carregados da energia, expressividade e inventividade da criança. Por meio da representação e brincar, a criança vai construindo consciência da realidade e, ao mesmo tempo, já vive uma possibilidade de modificá-la. Tal como um adulto procura compreender o mundo e as ações humanas do seu cotidiano; assumindo diversas personalidades e representa diferentes papéis: é a capacidade inventiva da criança. No teatro - o jogo simbólico vai aproximando-se cada vez mais do real, embora o mundo da fantasia ainda seja forte, mas a realidade começa a ficar mais evidente, pois a criança vai gradativamente compreendendo os processos cognitivos e fazendo relações. A possibilidade de manipular o mundo real transformado pela imaginação faz das atividades lúdicas como o teatro fontes de prazer e magia para as crianças, que dramatizam cenas inteiras. A inteligência tem sua origem na prática dos jogos, que possibilitam importantes aquisições para o desenvolvimento intelectual. Pode-se trabalhar com dramatizações livres, dramatizações com texto, jograis, recitações, improvisações, jogos dramáticos, expressão corporal e vocal, caracterização de personagens, teatro de fantoches entre outras expressões teatrais. 

Arte teatral. Grupo Abigail Vilela

Origem do teatro A origem do teatro remonta ao homem primitivo e a todas as suas formas de rituais (associados à caça, colheita, morte, etc.), danças, imitações de animais, culto aos deuses e práticas lúdicas. Acredita-se que a ideia de teatro tal como conhecemos hoje surgiu na Grécia Antiga, no século IV a.C. O termo grego “theatron” significa “lugar para ver”. No theatron eram realizadas cerimônias religiosas em honra a Dionísio, o deus grego do vinho. Na celebração da colheita de uvas (vindima) havia música, dança e apresentações do ditirambo. O ditirambo era um hino cantado e representado por um coro fantasiado. O teatro passou a ser não só o local físico para onde o público se deslocava para ver as cerimônias como as próprias representações, que aos poucos foram adquirindo a forma teatral com a introdução de histórias sobre os grandes heróis gregos. No Brasil, o teatro surgiu no século XVI através das composições teatrais escritas pelos padres Jesuítas nas ações de divulgação da fé religiosa entre os índios. Foi só a partir do século XIX com a chegada da corte portuguesa no Brasil que a arte de representar começou a se desenvolver de forma mais intensa.

Arte teatral. Grupo Abigail Vilela

O que é Teatro: Teatro é um termo de origem grega que designa simultaneamente o conjunto de peças dramáticas para apresentação em público e o edifício onde são apresentadas essas peças.  É uma forma de arte na qual um ou vários atores apresentam uma determinada história que desperta na plateia sentimentos variados. Dá-se o nome de dramaturgia à arte de escrever peças de teatro, sendo o dramaturgo a pessoa responsável pela composição dos textos. Existem muitos gêneros de teatro, dentre os quais destacam-se: auto, comédia, drama, fantoche, ópera, musical, revista, tragédia.

Arte Teatral. Grupo Abigail Vilela

O teatro ensina a viver A turma perde a timidez, amplia os horizontes culturais e trabalha bem em grupo quando a arte cênica faz parte do currículo .  Adaptação de O Caso dos Dez Negrinhos, no ColégioSão Luís, de São Paulo: montagens próprias são aspreferidas pelos estudantes. Foto: Daniel Aratangy Mesmo sem se dar conta, todos os dias ao entrar na sala de aula você e seus alunos tomam emprestados alguns recursos da linguagem teatral. Ao ler um conto em voz alta, os estudantes naturalmente impostam a voz e mudam a entonação marcando os diferentes personagens. Para manter a atenção da turma em suas explicações é bem provável que você imponha ao corpo uma postura mais rígida, abuse dos gestos e capriche nas expressões faciais. Mas o teatro pode ser usado também como uma ferramenta pedagógica. "Uma das grandes riquezas dessa atividade na escola é a possibilidade do aluno se colocar no lugar do outro e experimentar o mundo sem correr riscos", avalia Maria Lúcia Puppo, professora de licenciatura em Artes Cênicas da Universidade de São Paulo (USP). E são muitas as habilidades desenvolvidas com essa prática. O contato com a linguagem teatral ajuda crianças e adolescentes a perder continuamente a timidez, a desenvolver e priorizar a noção do trabalho em grupo, a se sair bem de situações onde é exigido o improviso e a se interessar mais por textos e autores variados. "O teatro é um exercício de cidadania e um meio de ampliar o repertório cultural de qualquer estudante", argumenta Ingrid Dormien Koudela, consultora do Ministério da Educação na elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) na área.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Teatro e imaginação na pré-escola Jogos teatrais permitem que as crianças aprendam e desenvolvam a linguagem corporal Ana Rita Martins (novaescola@fvc.org.br) A capacidade de fazer de conta é uma das características mais relevantes da infância, pois está diretamente ligada ao desenvolvimento intelectual e físico dos pequenos. Quando imagina que é um policial à procura de um bandido, a criança elabora respostas às distintas situações que surgem e, ao pôr em prática seu personagem, estabelece movimentos que ampliam a consciência e a expressão corporais. Por isso, os jogos teatrais são uma ótima maneira de desenvolver a relação da criança com o próprio corpo, com o do outro e com o espaço. Eles são jogos de construção em que a consciência do "como se" é trabalhada de forma gradativa em direção à articulação da linguagem artística teatral. "No processo de construção dessa linguagem, a criança estabelece com seus pares uma relação de trabalho, combinando a imaginação dramática com a prática e a consciência na observação das regras", explica Ingrid Dormien, que leciona Teatro Aplicado à Educação na Universidade de São Paulo (USP) e é coordenadora de projetos da Escola de Educadores. Descobrindo novas possibilidades corporais O jogo teatral gira em torno de três elementos: onde se passa a cena, quem faz parte dela e qual ação se desenvolve. O professor deve dividir a turma em grupos e propor que cada um decida o que apresentar à plateia - sem o uso de falas nem de objetos cênicos. Exemplo: se escolhem explorar o fundo do mar, as crianças têm de interagir com criaturas e plantas marinhas imaginárias, deixando claros os três elementos básicos. Ingrid diz que a intervenção docente pode e deve ocorrer durante a cena. "Se o professor perceber que os gestos não são muito claros, pode instruir os pequenos a repeti-los em câmera lenta. Os jogos teatrais abrem possibilidades infinitas de trabalhar a expressividade corporal", afirma (leia a sequência didática). Durante a ação, deve-se atentar também o uso do espaço e de que forma se dá a interação. http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/teatro-imaginacao-pre-escola-jogos-546388.shtml

domingo, 4 de outubro de 2015

Professor escolar pode tornar aula de música mais atraente
Pesquisa da Faculdade de Educação (FE) da USP propõe novas maneiras de formar professores que trabalham com o ensino de música na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I. O objetivo do estudo foi desenvolver caminhos para que, mesmo sem formação acadêmica em música, esses professores possam superar o método tradicional do ensino dessa disciplina na escola.

Aulas de música em escolas podem ser mais atrativas para crianças
A tese Música na escola: desafios e perspectivas na formação contínua de educadores da rede pública, de autoria de Iveta Maria Borges Ávila Fernandes e orientada pela professora Heloisa Dupas de Oliveira Penteado, da FE, trabalhou com as escolas públicas municipais de Mogi das Cruzes. “Os professores tinham vontade de ensinar, mas as aulas eram no máximo com algum canto conjunto”, afirma. Iniciaram-se, então, por iniciativa da própria Secretaria Municipal de Educação da cidade, cursos com o objetivo de ensinar aos professores um pouco de música e, principalmente, como lecioná-la sob novas perspectivas.
O ensino tradicional em escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental I consiste, basicamente, em cantar músicas que não são de autoria própria, sem trabalhar o desenvolvimento da linguagem musical. A maneira repetitiva como a aula costuma ser ministrada e o raro uso de instrumentos e do aspecto lúdico, tornam o aprendizado menos atraente para a criança.
De acordo com o estudo, a superação do modelo tradicional pode acontecer com a incorporação de novas formas de trabalho que incluam mais atividades lúdicas, como jogos, brincadeiras e atividades didáticas em grupo. “A proposta é cantar, tocar, improvisar, compor, interpretar e apreciar”, explica Iveta. De acordo com ela, se uma criança pode aprender a ler e escrever, também pode aprender a compor. “É claro que nem todos serão Machado de Assis, assim como nem todos serão Villa Lobos, mas é possível que a criança desenvolva sua linguagem musical e a aula se torne mais eficaz”, completa.
Formação profissional
Para Iveta, a formação dos professores é o principal entrave ao desenvolvimento de novos procedimentos didáticos no ensino de música. “Em geral professores de Educação Infantil e Fundamental I cursaram magistério ou pedagogia. Neste último, é exceção cursos que têm a disciplina Arte contendo música como linguagem.”
A pesquisa da FE não sugere uma formação técnica do professor, mas propõe que ele se desenvolva profissionalmente junto a seus pares, com a intermediação de um especialista formador de professores, que atue direta ou indiretamente junto a equipe. Também é estimulada a busca de elementos, fora do ambiente escolar, para ampliar seu conhecimento e vivência musical. “O professor deve ser pesquisador e, enquanto pesquisa, ele também atua nas aulas. Assim, a qualidade de sua atuação melhora”, pondera Iveta.
Nesta direção, uma das propostas é a de que o professor assista a espetáculos musicais e shows, por exemplo, como parte de seu trabalho. Por outro lado, também é necessária uma fundamentação teórica. Iveta alerta: “Prática pela prática não dá. Deve haver alguma base teórica por parte do professor.”
Além disso, propõe-se que os professores retomem, em suas aulas, a cultura brasileira da infância, as inúmeras brincadeiras de tradição. Instrumentos fáceis de trabalhar, como clavas, ganzás e xilofones, são sugeridos, bem como a utilização de músicas populares e eruditas.
Iveta também ressalta a importância da atuação conjunta do educador e da direção da escola. “Deve haver uma parceria entre diretores, coordenadores e docentes. Sem o respaldo da direção, o professor sozinho não consegue pôr em prática seu projeto pedagógico de música, que deve ser articulado ao Projeto Político Pedagógico da escola.”
Obrigatoriedade do ensino
O ensino musical ao longo da Educação Básica (Educação Infantil ao Ensino Médio) tornou-se obrigatório com a lei 11.769, sancionada em 2008 e que deve entrar em vigor em todas as escolas no 2º semestre de 2011. Tal lei é vista de maneira positiva por Iveta, já que a educação musical proporciona ao aluno não só o aprendizado da linguagem musical em si, mas ganhos em diversas áreas do conhecimento.
Há, por exemplo, um desenvolvimento melódico e rítmico. O lado emocional, afetivo e racional da criança, bem como sua percepção auditiva, são estimulados e existe um ganho em aprender a trabalhar em conjunto. “Não adianta que a criança faça sua parte sem importar-se com a parte do outro. Ao fazer música grupalmente ela aprende a trabalhar em grupo mesmo, pois depende dos outros e do próprio trabalho para que o todo saia bem feito”, destaca Iveta.
http://www.usp.br/agen/?p=31913